domenica 9 novembre 2008

José Tolentino Mendonça


Mantegna

O ESTERCO DO MUNDO
.
Tenho amigos que rezam a Simone Weil
Há muitos anos reparo em Flannery O’Connor
.
Rezar deve ser como essas coisas
que dizemos a alguém que dorme
temos e não temos esperança alguma
só a beleza pode descer para salvar-nos
quando as barreiras levantadas
permitirem
às imagens, aos ruídos, aos espúrios sedimentos
integrar o magnífico
cortejo sobre os escombros
.
Os orantes são mendigos da última hora
remexem profundamente através do vazio
até que neles
o vazio deflagre
.
São Paulo explica-o na Primeira Carta aos Coríntios,
“até agora somo o esterco do mundo”,
citação que Flannery trazia à cabeceira
.
José Tolentino Mendonça, un poeta segnalato da IVETA.
.
Flannery O'Connor

2 commenti:

Anonimo ha detto...

José Tolentino Mendonça é capelão da Universidade Católica de Lisboa onde dá aulas de teologia bíblica, onde eu fui aluna devota de muitos excelentes professores. É uma honra ler os seu poemas neste teu espaço.

Beijos e votos de bom domingo.

Com amizade,
Iveta

Nino ha detto...

Ciao Iveta,
Deus é good''and''does não abandonar. Espero que ir a Lisboa ... e, em seguida, a Fátima, desejo-lhe uma longa.
E espero encontrar-se com José Tolentino Mendonça.racconterò você.
Ainda sou católico ... isto é, aquele que acredita e espera e sentir a sua proximidade, a afinidade que nos aproxima a esta descanso e seu amigo. Nino